Dezembro 17 2011

Deram-te asas para voar

Sem nunca saberes porque

Ferida, pisada, dilacerada,

Frágil, sempre a quebrar

 

Roubaram-te anos de vida

Mas sobretudo pedaços de ti

Segredaste, guardaste, amargaste

Mas hoje chegaste, até aqui

 

Gritaste por dentro com dor

E com sangue a propalar

Agarrada apenas ao tormento

Que te queriam consagrar

 

Voas mais do que afiguras

E com mais força do que estimas

Humana, Mãe e Amiga

Guerreira, Lutadora, Mulher

 

Asas feridas, choros por conter

Chutos para te pôr de pé

Porque as pedras que te laceraram

Foram as que te ensinaram a ter fé

 

Hoje estás aí, como se nada fosse passado

Porque é o que recordas e não desprezas

No teu dia-a-dia desinquietado

Que te faz relembrar na vida:

 

Que perdoar não é esquecer

Que conviver não é humilhar

Que amar não é matar

Que consentir não é cessar

E que viver não é roubar

 

publicado por bailys às 14:40

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