Novembro 01 2008

 

Como se tudo

Fosse um ciclo

Sem estruturas, só pilares

Renovado a cada dia

A cada nova estação

Tudo se repete

No nosso imaginário

Na nossa ampliação

Tudo muda de cenário

Embranquecendo a cada novo renascer

A cada novo respirar

Permanecer, aguentar

Fantasiar, desesperar

Tudo repetido

Tudo desigual

Como se já tivéssemos vivido

Passado, castigado, adorado

Tudo outra vez

Recomeçar a cada dia

Confiar em cada novo luar

Como se nada fizesse sentido

E o norte e o sul fossem

Dois pólos de mim mesma

No ciclo de uma repetição

À muito repetida

Implorada e sem perdão

Ciclos, repetições

Sem sentido

Sem variações

Iguais, especiais

Repartidas, partilhadas

Repetidas, enraizadas

Submetidas, vivenciadas

 

publicado por bailys às 18:29

Será que são ciclos? Na vida não existe loops, nem passos á rectaguarda, nunca te dão hipoteses de repetir o caminho, e por mais parecido que seja o passo, percebes pelo o piso que nunca é repetido, tudo é diferente, e somos sempre invisiveis ao luar. Adoro-te. Beijo.
Délio a 1 de Novembro de 2008 às 20:08

medos...
ironias...

tenho receio, não! medo...
sinónimos que controlamos na esperança de ser assim na vida

de ser algo que não sou, só por poder ser
de descobrir em mim o que não poderei ignorar
a solidão tem este poder, esta maldade, esta curiosidade
faz-nos crescer ou mata
não há meias medidas, não há quartel
apenas nós... apenas eu... eu

o finalmente "eu" é tão doce como amargo
tão simplesmente complexo
enervante
inquietante
dual
bipolar
vivo

anseio o que não quero... e não quero
... mas anseio
tento convencer-me
o poder é assim

tu, que lês o que eu escrevo
que és o que eu sou e não o que penso
não tenhas medo do que vida te reserva
apenas do que tu reservas para a vida
das tuas reservas

nada controlas
apenas o que o que te iludes
a vida leva-te em sucessivas vagas que não podes combater
não perguntes
não interessa
controla
ilude-te
porque no fim...
aquele que não existe e nunca chegas a conhecer
esse
no fim foste tu
tu que partiste, percorreste
tu que lá chegaste

o objectivo
o percurso
a ironia
a vida
sinónimos absurdos
lógicos
Anónimo a 3 de Novembro de 2008 às 06:48

Gostei da tua visão, sem medos...
bailys a 3 de Novembro de 2008 às 17:46

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