Outubro 21 2008

 

Há fazes da vida

Em que achamos tudo importante

E a importância é tão pouca

Que quase nada chega a ter valor

 

Há fazes da vida

Em que queremos muito

E o nada é sempre pouco

E o pouco é quase sempre nada

 

Há fazes da vida

Em que sonhamos ter

E pouco fazemos para ser

Em que a realidade nos demuda

E sentir o que desejamos é tão real quanto banal

 

Há fazes da vida

Em que o mundo acaba amanha

Hoje já é tardio

E ontem ainda não passou

 

Há fazes da vida

Olhando para traz

Que choramos pelo que não somos

E sorrimos pelo que conseguimos ressumbrar

 

Há fazes da vida

Em que as palavras são esquecidas

Os actos omitidos

E o sentido invertido

 

Há fazes da vida

Vivida em fazes iguais

Lados, perspectivas, ilusões

Pontos, planos e dimensões

 

Há realmente fazes na vida

Em que a vida é consumada em fazes

Distantes, reais, longínquas

Banais, iguais, especiais

Que não deixam de ser vividas

Por etapas multidirecionais

Repetidas, inovadoras e desiguais.

publicado por bailys às 11:30

E em todas as fases és o mais importante, pois cresces com o mundo... Aquele beijo. ADORO-TE..
Délio a 22 de Outubro de 2008 às 21:38

há ainda fazes da vida
em que nos reencontramos onde não pensámos
em que nos identificamos com improváveis
onde nos resguardamos com insuspeitáveis
...
que me recordam o amor das encruzilhadas
o apreço pela mudanças
e o sabor do que não provei.
sinto-me

finalmente
Anónimo a 22 de Outubro de 2008 às 23:21

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