Dezembro 28 2011

Quando me iluminas

Com o teu olhar

O mundo pára

E tudo se agita dentro de mim

 

Fico estática

A imaginar o que poderá ser

O que desejava que acontecesse

O que quero descobrir

 

Na expectativa de mais um olhar

De mais um arrepio

De mais um incomodo saboroso

Que quero que fique para sempre

Enquanto durar

 

Quero estar longe

Para puder reviver sozinha

A tua falta, os teus olhos

O quanto me atordoas

 

Anseio por um sinal

Com vontade esbaforida

Por mais uma mensagem

Por palavras que quero ler

Por emoções que quero sentir

Por tudo o que me dás

Sem te pedir

 

Será ilusão?

Será esperança?

Não sei, mas gosto do que me dedicas

Do que estou a redescobrir

Contigo, comigo, connosco

Aqui, ontem e hoje

Neste tempo onde não julgava ser meu

E onde paro no teu olhar

publicado por bailys às 21:42

Dezembro 17 2011

Deram-te asas para voar

Sem nunca saberes porque

Ferida, pisada, dilacerada,

Frágil, sempre a quebrar

 

Roubaram-te anos de vida

Mas sobretudo pedaços de ti

Segredaste, guardaste, amargaste

Mas hoje chegaste, até aqui

 

Gritaste por dentro com dor

E com sangue a propalar

Agarrada apenas ao tormento

Que te queriam consagrar

 

Voas mais do que afiguras

E com mais força do que estimas

Humana, Mãe e Amiga

Guerreira, Lutadora, Mulher

 

Asas feridas, choros por conter

Chutos para te pôr de pé

Porque as pedras que te laceraram

Foram as que te ensinaram a ter fé

 

Hoje estás aí, como se nada fosse passado

Porque é o que recordas e não desprezas

No teu dia-a-dia desinquietado

Que te faz relembrar na vida:

 

Que perdoar não é esquecer

Que conviver não é humilhar

Que amar não é matar

Que consentir não é cessar

E que viver não é roubar

 

publicado por bailys às 14:40

Dezembro 14 2011

Pedaços de alma

Eternos, renovados

Buracos por desfiar

 

Encontros superados

Desejos desmontados

Imagens por criar

 

Cópias transladadas

Novelos por desvendar

Segredos partilhados

Gostos por revelar

 

Procuras incessantes

Partidas constantes

Sem nunca navegar

 

Pedaços, bocados, nacos

Distantes, repartidos, fragmentados

Que já consegui defrontar

 

E que sempre que evoco

Me fazem recordar

 

Que a maior perfeição da vida

Não está no querer chegar

Mas saber gozar a viagem

Enquanto esta durar

 

publicado por bailys às 11:15

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