Fevereiro 15 2009

 

E construímos mais um bocadinho, dando significado a mais uns dias, a mais umas horas, a mais umas histórias estigmatizadas com sorrisos, com carinhos, com ternuras, com desejos. Contemplados pelo sol, pelo mar, pelo vinho, pelas risadas, pela imaginação que se foi tornando realidade, pelos cheiros que misteriosamente se tornam referencias, pelos outros que na realidade parecem não estar lá, onde tudo é nosso através do olhar e do toque de pele. E selamos as horas que passaram só connosco, só para nós, só, sem pressas, sem tempo para terminar, para acabar…memorizadas no cenário onde nos vamos encontrando e redescobrindo…lá onde só a luz da chuva e o escuro do sol se fazem opinar…lá onde os dois podemos estar e sentir tudo o que há muito tínhamos perdido, esquecido, abandonado. Como se o mundo não existisse e ao mesmo tempo o tivesse conquistado contigo, por mim, para ti, connosco. Já não és só tu, já se preenche o vazio, já não sou só eu, já se completa o desabitado…Agora já somos nós. Porque não tenho outra forma de te agradecer… a não ser continuar a fazer das horas configurações de mais uns bocadinhos e dos bocadinhos continuamente horas de construção.

publicado por bailys às 17:40

Fevereiro 09 2009

 

Como se não me soubesse desvendar, deslindar, patentear…como se tudo fosse novo, repetição do passado com cenários e actores nunca antes imaginados. Como se não fosse eu, que tanto quis descobrir, reviver, esquecer…momentos que marcam e se relembram nas memórias de um dia-a-dia que nada tem de passageiro, de repetido, de desigual…historias que não saberia classificar, catalogar, identificar. Actores de um palco onde sinto o que à muito não tinha esquecido. Não sei bem, não saboreio igual, não vejo da mesma forma. Um estranho formato de gritar e de conter o silencio que se liberta em gotas salgadas que o rosto vai secando. Reconhecimento, sofrimento, valorização. Pouco mais do que isto, e estou assim mais uma vez no inicio, no ponto de partida, sem saber onde ou quando chegarei à meta, ou o que ela significa. Porque nem todos os dias são para celebrar mas todos eles são para contemplar… e sinto me assim perdida dentro do caminho que fui construindo para mim, numa velocidade inconstante e incontrolável. Num trilho onde a luz voltou a surgir e o vazio se preencheu, onde não me sinto sozinha mas apenas e sempre comigo e com quem me puder acompanhar.
publicado por bailys às 19:17

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