Dezembro 17 2008

 

Como se não conseguisse estruturar esta mistura em que me encontro. Pedaços compostos de oportunidades, novos lugares, tudo nas minhas mãos. Preciso de um pedaço do mundo para poder me encontrar onde dizes não teres partido nem chegado. Preciso de mais e de diferentes sítios no meu horizonte, no meu caminho onde não passo nem rabisco. Como se o mar não estivesse lá à espera de ser conquistado e ao mesmo tempo me dissesse que a tomada já fora além do tempo. Daquele que precisamos para podermos escutar e sentir, para podermos esclarecer a fúria salgada da água a bater na areia. Será distúrbio? Ou será na escuridão que melhor se podem ver as estrelas? Não sei, talvez…na certeza porém de que tudo passa…nada fica no sítio e tudo volta ao seu lugar… Quimeras bloqueadas pela comparência de uma ausência escolhida que embarga as elucidações granjeadas, esperadas, demoradas, antigas.
Como se não conseguisse compor, apenas contemplar a mera recordação de tudo o que já faz sentido, do que mexeu, do que ficou, do que se conquistou, do que não se sabia e não se consegue ainda interpretar. Como se não conseguisse escrever verdadeiramente…
publicado por bailys às 23:03

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