Novembro 07 2008

 

Mais umas horas mais umas vidas
E ainda tanto por fazer
Por conquistar
Por receber
Cansada do nada ser nada
Bagatela flutuante
Entre misérias consideradas
De tudo ser igual
Banal sem sentidos
Sem rumores
Sem destinos
Enfadada com desfiles dianteiros
E rumores arrebatados
Dos dias e das noites
E dos anos longos de menos
Visão atormentada
Inculcamento desfigurado
Ansiedade, desmazelo, vaidade
Medo, acomodação e vontade
Misturas do ser em mim
Evitações sem ligações
No desfazer do que nunca fui
Apertos, fatalidades, isolamentos
Projecções despedaçadas
Sem projectos esperançosos
Sem remorsos, sem castigos
Sem tempos para controlar
Numa infinidade de situações
De minutos e dias
De horas e noitadas
De quereres e de nadas…
 
 
 
publicado por bailys às 21:10

Novembro 01 2008

 

Como se tudo

Fosse um ciclo

Sem estruturas, só pilares

Renovado a cada dia

A cada nova estação

Tudo se repete

No nosso imaginário

Na nossa ampliação

Tudo muda de cenário

Embranquecendo a cada novo renascer

A cada novo respirar

Permanecer, aguentar

Fantasiar, desesperar

Tudo repetido

Tudo desigual

Como se já tivéssemos vivido

Passado, castigado, adorado

Tudo outra vez

Recomeçar a cada dia

Confiar em cada novo luar

Como se nada fizesse sentido

E o norte e o sul fossem

Dois pólos de mim mesma

No ciclo de uma repetição

À muito repetida

Implorada e sem perdão

Ciclos, repetições

Sem sentido

Sem variações

Iguais, especiais

Repartidas, partilhadas

Repetidas, enraizadas

Submetidas, vivenciadas

 

publicado por bailys às 18:29

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