Outubro 21 2008

 

Há fazes da vida

Em que achamos tudo importante

E a importância é tão pouca

Que quase nada chega a ter valor

 

Há fazes da vida

Em que queremos muito

E o nada é sempre pouco

E o pouco é quase sempre nada

 

Há fazes da vida

Em que sonhamos ter

E pouco fazemos para ser

Em que a realidade nos demuda

E sentir o que desejamos é tão real quanto banal

 

Há fazes da vida

Em que o mundo acaba amanha

Hoje já é tardio

E ontem ainda não passou

 

Há fazes da vida

Olhando para traz

Que choramos pelo que não somos

E sorrimos pelo que conseguimos ressumbrar

 

Há fazes da vida

Em que as palavras são esquecidas

Os actos omitidos

E o sentido invertido

 

Há fazes da vida

Vivida em fazes iguais

Lados, perspectivas, ilusões

Pontos, planos e dimensões

 

Há realmente fazes na vida

Em que a vida é consumada em fazes

Distantes, reais, longínquas

Banais, iguais, especiais

Que não deixam de ser vividas

Por etapas multidirecionais

Repetidas, inovadoras e desiguais.

publicado por bailys às 11:30

Outubro 13 2008

 

 

Deixaste-me a pensar…conseguis-te o que poucos conseguem, mesmo não sendo teu desígnio. Obrigaste-me a cogitar sobre a minha acomodação para com o mundo que fui construindo, que tento melhorar. Talvez sejam escolhas, talvez não possamos definir, talvez sejam com toda a certeza pormenores da tua visão sobre mim. Um espelho sem vaidades onde a simplicidade se revela básica mas surpreendente. Básica mas duplamente personalizável, como se fossem pessoas diferentes à procura do mesmo. Quantas vezes já me viste a tentar, a quer, a supor, a lutar…quantas? Talvez nenhuma delas valha, porque nada me prende e nada me empurra. Basilar, meu caro amigo, primordial diria mesmo. Não sei para onde ir, ansiando apenas partir, talvez sem destino mas com todo o propósito de ser e encontrar. Concordo com o poeta quando diz que “arriscar é perder o pé e não arriscar é perder uma vida”… E gostei da “Pandora” de planopias de empurrões que me ofereces-te, na plenitude da tua inveja saudável e das tuas reticências silenciosas. Das tuas ideias respeitosamente analisadas e criticadas. Talvez ainda me/te consiga surpreender quando esses empurrões me levarem a mostrar quem sou e me contenham de fugir de mim.

publicado por bailys às 22:23

Outubro 13 2008

Já não sou a mesma…também mudei e nem dei conta disso, talvez no momento que deixei de querer o que sempre desejei o que fui aprendendo a gostar…já não sou eu que em tempo de outrora te amei, te desejei, te implorei, te prendi…já não sou a mesma que queria, que sonhava, que desejava, que lutava…eu dava a vida por ti…e morria por dentro sem admitir…já não sou a mesma…noto isso quando olho para ti, mas principalmente quando me vejo nos tempos de trás…na realidade nunca te aceitei como eras, nunca foste o que eu queria, não acertei, não consegui, não deixei de lutar, não consegui deixar de mudar, de ser a mesma ainda quando estava contigo…não me derrubavas no entanto sempre me deixas-te lá, no limite das sombras de onde o sol não me apanhava, pois bastava saber que a tua chama estava sempre acesa para mim…mudei bastante, continuo na realidade a mesma, mas quero e desejo algo bem diferente, algo bem real, algo melhor…não me dizes nada de mais a não ser de um passado que me ajudou a ser quem sou e quem fui…porque na realidade já não sou a mesma e isso explica porque deixas te de gostar e porque deixei de querer…porque efectivamente já não sou quem fui…quem nunca mais voltarei a ser…já não sou a mesma que encontras-te e que eu redescobri.

publicado por bailys às 20:49

Outubro 13 2008

TU

 

Tocas te me, sem me sentires, sem te querer. Mexes te comigo apenas com a tua presença, com o teu olhar para o qual poucas vezes consegui contemplar. Não se explica eu sei, apenas se sente o incomodo que por estranho que pareça nos faz duvidar dos outros interesses forçados. Pouco falaste, de ti nada sei e fizeste me perceber que de mim pouco continuo a conhecer. Evaporas te o meu sono para os teus pensamentos, para o teu jeito de ser e de me atordoar. Como se a tua presença me fizesse ser diferente com medo de discretear e expor a minha inquietude. Com receio de mostrar o que não sei definir, o que evito cessar, o que acautelo inaugurar. Assim, com o teu modo de ser para o mundo, para o universo, onde contemplo a fantasia de uma realidade melindradamente adiada ou inexistente. E assim como tudo, passará…assim…sem te ter, apenas a te encontrar….

 

publicado por bailys às 20:47

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