Maio 12 2008

Como se estivesse embriagada por um cansaço sonâmbulo mascarado de pecado. Como se andasse sem me mexer, com vontade de fugir. Horas sem definição, projectos sem finalidades, caras sem expressão, rostos sem clareza.

Um tempo marcado por insignificâncias que o futuro vai fazer evocar. Assim, sem limites, cigana da minha própria fantasia, nómada da estrada cheia de obras onde a licença não tem prazo de validade. Gasto os minutos que perco, usando-os para me fazer gente, para me saber conhecer, para me dar ao mundo. Sensações indefinidas, pujantes, estanques, assustadoras. Como se estivesse lúcida na embriaguez da existência que jamais serei. Assim, moída pela falta de oportunidades para engrandecer a minha pessoa.

 

publicado por bailys às 14:16

mais sobre mim
Maio 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO