Março 12 2007

Felicidade, alegria, bem estar, alguns momentos bem passados, algumas lembranças recordadas, amigos, monumentos, fotografias, mágoas, cenários, sorrisos, lágrimas de surpresa, viagens, palavras, gestos, prendas, esperanças, músicas, saudade...o que é afinal a felicidade que todos procuram e poucos reconhecem ter encontrado. O porquê de se pensar e desejar ser feliz, o porquê de não se reconhecer que a felicidade existe e está presente nas pequenas coisas que fazemos e sentimos. Pedaçitos de fortuna, de casualidade, de vida, de mistério, de conquistas, de sons, de trechos, de sonhos, de realidades, de projectos, de quotidianos. Pensar na felicidade eterna e sempre presente é como imaginar o mundo sempre com sol ou sempre com paz...talvez utópico, para aquilo que já sabemos perceber, para aquilo que já conseguimos conhecer. A felicidade, poucas vezes oferecida, quase nunca reconhecida, faz-se desapercebida e mascarada, pelo nosso insistente olhar posto apenas no futuro e na esperança. Sofremos bastante com tudo aquilo que não nos faz falta e que pensamos fazer e que por um nada nos faz imaginar num tudo. E na realidade, parafraseando Shakespeare, gozamos muito pouco tudo o que temos e sofremos bastante com o pouco que falta. Esquecemo-nos de valorizar as coisas simples: uma almofada quando não temos sono, de apreciar a água quando temos sede, de valorizar a luz quando vemos televisão, de celebrar a música quando queremos o silêncio. Esquecemos de saborear o chocolate e o iogurte, e o sol, e a neve, e o gato, e a praia, e o frio, e o sabonete e a lã e as chaves e o carro, e a estrada, e o vento, e o café, e o vinho, e a pêra, e o creme, e o gelado, e o papel, e o computador, e a ganga...e quem nos pode ajudar se tudo tem o valor que não reconhecemos, que não observamos, que não admitimos, que não sabemos agarrar, saborear, cada minuto, cada momento que se pode tornar na felicidade que tanto insistimos em alcançar e que muitas vezes está bem perto de nós ou a passar connosco num tempo que não sabemos definir. Claro que não podemos ter tudo, mas podemos sempre aproveitar tudo aquilo que temos. E ser feliz, é isso, é errar e reconhecer os erros e eventualmente voltar a errar, é tentar, é falar dos nossos sentimentos, é conquistar cada dia, é implementar um sorriso, é chorar também, é poder correr, é poder viajar, é saber dizer e saber calar, ser feliz é ser sincero, é mentir e não esconder, é dançar, é aceitar, é sonhar e conquistar, é conduzir, é saborear, é escrever, é observar, é aprender, é partilhar, é chorar, é sorrir, é dançar e respirar, é ter muito e querer pouco, ser feliz é ser agora e aqui e saber ser agora e aqui com tudo de bom que não sabemos possuir e conquistar. Ser feliz é admirar o que temos e desejar o que já possuímos. Ser feliz é ser e fazer de cada momento ou pedaço de vida um excelente álbum de recordações sem a nostalgia de relembrar, que a felicidade é o mais antigo dos nossos desejos ou aspirações, mas comemorar as conquistas e ideais de pequenas e grandes conjunturas criadas e reconhecidas por nós.

Não importa o quão feliz foste se na altura não soubeste reconhecer isso e não interessa o quão feliz serás se não souberes lutar para isso, na verdade podes já ter essa felicidade se conseguires ver o que já conquistas te e o que já possuis. Nada mais do que simples momentos entrelaçados na teia da vida, que usas à medida dos empobrecimentos. E não serão assim tantos e não será assim tão complicado ser e reconhecer o que não faz falta e que muitas vezes te embarga a autenticar o selo de garantia daquilo que já empolgas. Afinal o que é ser feliz? O que é a felicidade? Colocas tudo de ti naquilo que fazes? Mesmo no que não gostas de fazer? Já pensas-te perder tudo o que tens? Sofres? Lamentas? Lutas? Agarras? Sorris? Agradeces? Ajudas? Conquistas? Gostas do que já conseguis-te? Reconheces? Procuras? Encontras? Vives? Sobrevives? És feliz?

Como diz Cluade Bernard, “Feliz aquele que sabe ao certo o que procura, porque quem não sabe o que procura, não vê o que encontra.”

publicado por bailys às 10:40

A felicidade é uma estado de alma, já devias saber.
Délio a 12 de Março de 2007 às 15:23

A minha alma sente e sabe que é assim.
Beijão cheio de felicidade.
Cátia Fernandes
bailys a 12 de Março de 2007 às 17:27

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